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ESTRELA D’ÁGUA

Observação Nº 01

Tem clichês que são clichês porque são bons de verdade.

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ANTES DE SER UM CASE

Sou suspeita para falar da Estrela d’Água.

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Antes de ser um projeto de trabalho, ela já fazia parte da minha história. Conheço a pousada desde pequena, frequentei o lugar também como hóspede e acompanhei de perto uma construção familiar que, ao longo dos anos, se tornou uma das grandes referências de hospitalidade em Trancoso.

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Evelyn Gavioli que está à frente da Estrela d’Água é também uma das pessoas com quem mais aprendi/aprendo sobre o mercado de luxo.

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Foi ali que comecei a entender, muito antes de trabalhar com esse universo, algo que continua atravessando a maneira como penso hoje: existe uma diferença enorme entre conhecer o luxo pela imagem que ele projeta e entender como ele funciona para quem realmente o consome.

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Serviço, atenção, repertório, silêncio, memória, relação. Coisas que muitas vezes não aparecem em uma fotografia, mas determinam completamente como alguém se sente dentro de um lugar.

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A Estrela d’Água foi uma das minhas primeiras referências disso.

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UM LUXO QUE NÃO SE REPLICA

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Trancoso mudou muito. Novos projetos chegaram, grandes investimentos foram feitos e o destino se tornou cada vez mais disputado.

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Ainda assim, existe alguma coisa na Estrela d’Água que é difícil de reproduzir.

Não é apenas a localização, a arquitetura, a praia ou a estrutura. É a maneira como tudo foi sendo construído e sustentado ao longo do tempo.

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A vegetação abraça os espaços. O serviço não precisa ser performático. As relações atravessam temporadas. Pessoas voltam, marcas voltam, parceiros voltam.

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A convivência com Evelyn sempre me ensinou muito sobre esse cliente de verdade. Trocamos constantemente sobre hospitalidade, comportamento, marcas, serviço e sobre a diferença entre aquilo que parece sofisticado no papel e aquilo que realmente faz sentido para quem está vivendo a experiência.

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DO REPERTÓRIO AO TRABALHO

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Naturalmente, essa relação afetiva também passou a ganhar uma dimensão profissional.

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Ao longo dos anos acompanhei diferentes ativações, temporadas e projetos da Estrela d’Água, participando em momentos distintos com conteúdo, captação, leitura, apoio ou simplesmente estando próxima das conversas e dos bastidores.

Mesmo quando vou para lá de férias, dificilmente volto sem ter trabalhado em alguma coisa.

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Mas algumas dessas trocas passaram também a se transformar em projetos desenvolvidos diretamente por mim.

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01.

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02.

Um deles surgiu a partir de uma questão bastante específica: criar uma manhã exclusiva para 15 dos principais agentes de viagem da pousada, como agradecimento pelos resultados das temporadas anteriores e, ao mesmo tempo, como uma forma de reforçar aquilo que eles vendem todos os dias.

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Porque vender uma pousada como a Estrela d’Água não é apenas falar sobre quarto, localização ou estrutura.

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É conseguir transmitir uma sensação antes mesmo de a pessoa chegar lá.

FAZER SENTIR ANTES DE EXPLICAR

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A partir dessa questão, desenvolvi o conceito de um encontro pequeno, sensorial e pensado para relacionamento. Prospectei o local e os parceiros da ação, construí os briefings de catering, ambientação e fotografia e trouxe uma experiência olfativa na qual cada convidado criou seu próprio home spray inspirado na atmosfera da Estrela d’Água. O cuidado estava justamente em não transformar a Bahia em uma coleção de referências óbvias.

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Do espaço ao catering, cada elemento precisava trazer alguma memória daquele lugar de maneira sutil - inclusive sabores pensados para remeter à experiência de uma moqueca à beira-mar sem simplesmente reproduzi-la. Era um projeto com um objetivo comercial claro, mas construído através de sensação, memória e repertório.

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Eu não queria falar mais sobre a Estrela d’Água. Queria fazer aquelas pessoas senti-la novamente.

EXPERIÊNCIA 

SENSORIAL

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RELAÇÕES QUE CONTINUAM DEPOIS DA AÇÃO

Talvez uma das coisas que mais tenha aprendido observando a Estrela seja que boas relações não deveriam terminar no dia de uma ativação.

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Foi também a partir dessa lógica que conectei a Mágio Chocolates à pousada para uma ação de Páscoa voltada aos hóspedes.

 

A conexão fazia sentido para os dois lados: uma marca brasileira de chocolate de origem entrando em um contexto de hospitalidade, natureza e lifestyle no qual o produto conseguia ganhar outra dimensão.

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Mas a relação não terminou na entrega.

A ação também gerou conteúdo e repercussão em mídia para Mágio e Estrela d’Água, ampliando o alcance de uma parceria que nasceu de uma afinidade real entre os dois universos.

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É justamente esse tipo de movimento que me interessa: uma conexão que começa em um formato, mas encontra razões para continuar existindo depois dele.

Porque, no fim, relacionamento também é patrimônio de marca.

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AÇÃO PÁSCOA

ESTRELA D'AGUA + MÁGIO 

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O QUE O TEMPO CONSTRÓI

A Estrela d’Água me lembra constantemente que existem coisas que não podem ser construídas apenas com investimento.

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Um espaço pode ser reformado. Uma ativação pode ser contratada. Uma campanha pode ser produzida. Uma marca internacional pode chegar a um destino.

Mas confiança, memória e relações verdadeiras levam tempo.

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Talvez seja justamente por isso que a pousada continue atraindo projetos e marcas relevantes depois de tantos anos: existe um território que foi construído antes de qualquer parceria chegar e que não muda completamente a cada novidade do mercado.

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Para mim, esse é um case afetivo e técnico ao mesmo tempo.

A Estrela d’Água faz parte da minha formação porque me permitiu conhecer esse universo antes mesmo de eu pensar em trabalhar com ele: primeiro como alguém que frequentava, observava e vivia aquela hospitalidade; depois, acompanhando seus bastidores; e hoje também construindo projetos, relações e novas ideias ao lado de Evelyn.

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Ela me ensinou cedo que luxo não está apenas no que se oferece, mas na relação que se consegue sustentar ao longo do tempo.

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E talvez por isso eu goste tanto de uma frase tão simples:

Tem clichês que são clichês porque são bons de verdade.

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Quando existe verdade, consistência e cuidado por trás, não é preciso inventar novidade o tempo inteiro.

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