SU MISURA
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DRA. BEATRIZ KALIL
Observação Nº 01
Profissionalizar uma imagem não é criar uma personagem.
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O PONTO DE PARTIDA
Projetos muito centrados em marca pessoal não são, naturalmente, o principal território do meu trabalho.
Não me interessa profissionalizar um perfil apenas porque existe potencial de influência, organizar uma estética ou produzir conteúdo sem enxergar uma construção maior por trás daquela pessoa. Para fazer sentido para mim, preciso entender onde essa imagem pode chegar e o que ela ainda pode sustentar no futuro.
Foi justamente por isso que o projeto da Beatriz me interessou.
Ela me procurou querendo profissionalizar sua presença digital e construir uma imagem mais consistente, mas o que enxerguei ali ia além da rede social. Beatriz é médica, constrói sua trajetória na dermatologia e, ao longo dos próximos anos, essa imagem precisará acompanhar uma carreira mais madura, uma autoridade profissional cada vez maior e, futuramente, seu próprio consultório.
Então, desde o início, não pensei o trabalho como a construção de uma influenciadora. Pensei em como organizar a Beatriz de hoje sem criar uma imagem que limite a médica que ela ainda vai se tornar.
Foi esse horizonte que fez o projeto se conectar à maneira como trabalho: começar pela pessoa e pelo momento atual, mas construir com espaço suficiente para o que vem depois.
Mesmo existindo desde o início a possibilidade de um acompanhamento mais longo, preferi começar por uma primeira etapa. Antes de assumir meses de conteúdo, queria entender a dinâmica, fazer uma leitura real do que já existia e criar uma base que justificasse os próximos movimentos.

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ANTES DO CONTEÚDO, DIREÇÃO.
O trabalho começou com uma leitura do perfil, da imagem da Beatriz e das diferentes dimensões que já apareciam na sua comunicação.
Ela gosta de lifestyle, beleza, produtos, rotina, reviews e formatos mais espontâneos. Ao mesmo tempo, existe uma carreira médica que precisa ganhar cada vez mais espaço e credibilidade.
O desafio não era escolher entre essas duas coisas.
Era fazer com que todas elas parecessem pertencer à mesma pessoa.
A partir dessa leitura, desenvolvi documentos de direcionamento, referências de perfis, possibilidades de conteúdo e orientações mais práticas sobre posicionamento e comunicação.
Também começamos a definir o ponto de vista que deveria atravessar essa construção: uma abordagem de beleza menos burocrática, mais individual e baseada em critério, constância e entendimento de que nem todo produto ou procedimento faz sentido para todo mundo.
Antes de pensar em frequência ou quantidade de posts, eu queria responder a uma pergunta mais importante: que percepção estamos começando a construir?
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DUAS DIMENSÕES, UMA SÓ BEATRIZ
Só depois dessa etapa chegamos à primeira produção. O shooting foi construído para apresentar duas dimensões da Beatriz sem transformá-las em personagens diferentes.
De um lado, uma linguagem mais sensorial, espontânea e editorial - movimento, água, natureza, luz, bem-estar e uma beleza mais leve.
Do outro, uma imagem mais sóbria e atemporal, capaz de comunicar presença e profissionalismo sem recorrer aos códigos mais previsíveis da imagem médica.
Eu não queria construir um perfil excessivamente clínico, mas também não faria sentido criar uma comunicação que pudesse ser confundida com a de qualquer creator de lifestyle.
Ela não precisava escolher entre personalidade e autoridade. Precisávamos encontrar uma linguagem capaz de sustentar as duas.


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CONTEÚDO COM PONTO DE VISTA
Os primeiros vídeos seguiram a mesma direção.
Um deles apresenta Beatriz de forma mais pessoal e divertida - menos convencional, passando por sua trajetória, sua relação com a medicina e pela maneira como enxerga o cuidado.
O outro parte justamente de uma visão que considero importante para o posicionamento dela: em um mercado cercado por novidades, procedimentos, tendências e produtos, nem tudo é para todo mundo.
Entram aí temas como consistência, individualidade, escolhas conscientes, olhar para a própria beleza e critério antes do excesso.
Mais do que criar conteúdo informativo, começamos a organizar uma maneira própria de falar.
Porque autoridade, para mim, não nasce apenas de saber sobre um assunto.
Também nasce de deixar claro como você pensa sobre ele.


DIREÇÃO E CAPTAÇÃO

EQUIPE SU MISURA
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DA DIREÇÃO PARA UMA LINGUAGEM
Depois da primeira produção, organizei um cronograma e começamos a traduzir essa direção para o restante do perfil.
Uma das necessidades mais visíveis era criar maior coerência entre formatos muito diferentes. Beatriz pode aparecer falando, fazendo um review, em um vlog, em uma imagem mais editorial ou em um conteúdo escrito e isso não deveria fazer o perfil parecer uma sequência de identidades desconectadas.
A partir da direção construída, entrou também uma designer parceira Studio Audra, para desenvolver elementos visuais, tipografias e bases capazes de sustentar essa variedade com mais unidade.
Não era sobre deixar tudo igual.
Era criar coerência suficiente para permitir liberdade.
Esse é um cuidado especialmente importante em marcas pessoais: quando existe padronização demais, a pessoa desaparece; quando não existe direção nenhuma, a percepção se fragmenta.
IDENTIDADE VISUAL
BASE
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UMA IMAGEM QUE POSSA CRESCER
Esse projeto ainda está no início e isso faz parte do que considero mais interessante nele.
A intenção nunca foi entregar uma versão pronta da Beatriz em uma única produção, mas construir uma base que possa acompanhar seus próximos movimentos sem apagar aquilo que faz com que ela seja reconhecida como ela mesma.
Hoje, isso passa por imagem, linguagem, conteúdo e coerência visual.
Amanhã, essa mesma construção precisa conseguir acompanhar uma médica mais consolidada, novos projetos, um consultório e uma autoridade cada vez maior dentro da dermatologia.
Para mim, é justamente aí que uma marca pessoal começa a fazer sentido como projeto de posicionamento.




































