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BARLAVENTO

ATELIÊ BARLA

Observação Nº 01

Quando o cenário pertence à história, tudo flui com mais verdade.

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O PONTO DE PARTIDA

O Atelier Barla começou de uma forma muito pessoal.

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Paola já desenvolvia vestidos sob medida para pessoas próximas e construía, quase intuitivamente, um universo ligado à própria história, à família, à memória, ao feito à mão e a uma relação afetiva com o mar.

 

Quando ela me procurou, o desafio era transformar algo que já existia de maneira íntima em uma marca mais profissional - sem perder justamente aquilo que fazia o Barla ser dela. Existe também um olhar estético muito particular no trabalho da Paola. Suas referências vêm muito de viagens, pesquisa e de um repertório internacional que ela busca constantemente alimentar. Ela se incomoda com a lógica do copia e cola e com pedidos que partem apenas da reprodução de uma imagem já existente.

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Para criar mais e melhor, ela entende que precisa primeiro ver, viver, pesquisar e construir repertório. Essa foi uma afinidade importante entre nós desde o início.

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Eu vinha de uma experiência longa dentro de um atelier consolidado e, naturalmente, carregava comigo conhecimento sobre esse mercado. Mas nunca me interessou aplicar ao Barla uma fórmula pronta - muito menos reproduzir aquilo que eu já tinha visto funcionar em outro lugar.

 

Meu trabalho foi justamente entender o que daquela experiência poderia ser útil sem fazer a marca se parecer com nenhuma outra.

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PROFISSIONALIZAR SEM DESCARACTERIZAR

Esse processo coincidiu com o TCC de Moda da Paola e abriu uma oportunidade: fazer daquele momento não apenas uma entrega acadêmica, mas um primeiro passo mais consistente na apresentação profissional do Atelier Barla.

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Desde o início, porém, existia uma particularidade importante.

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Paola não queria construir uma marca que crescesse rapidamente. O desejo dela sempre esteve muito mais ligado a fazer bem, escolher para quem fazer, manter uma relação próxima com as peças e preservar liberdade sobre como e quando o atelier deveria crescer.

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Começamos organizando melhor a comunicação, criando conteúdos e reconhecendo os territórios que já estavam naturalmente presentes naquele universo.

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Mar, vela, arte, trabalho manual, memória, tempo e uma ideia de luxo mais silenciosa passaram a aparecer não como conceitos inventados para posicionar a marca, mas como elementos que já existiam e precisavam ganhar clareza.

A estratégia não era fazer o Barla parecer maior. Era deixar mais evidente aquilo que o tornava particular.

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EMBARCA COM BARLA

Uma das primeiras oportunidades que construí foi uma aproximação com uma regata no Iate Clube do Rio de Janeiro. Fiz a prospecção e a conexão para que estivéssemos dentro daquele contexto e, inicialmente, a ideia também passava por transformar a experiência em conteúdo.

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Entramos no veleiro, acompanhamos os atletas, conversamos, entrevistamos algumas pessoas e vivemos aquele universo de perto. Mas o resultado mais interessante acabou indo além do material que poderíamos publicar.

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A experiência alimentou repertório.

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Ela nos aproximou ainda mais de um território que já fazia sentido para a marca e deu origem ao Embarca com Barla, um projeto que pode continuar se desdobrando em novos encontros, lugares, histórias e processos de criação.

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Para mim, foi também um aprendizado importante: nem toda ação precisa terminar exatamente no formato que imaginamos no início.

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Às vezes, uma experiência abre uma direção muito mais interessante do que o conteúdo que estava previsto.

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CONEXÃO

IATE CLUBE RJ

VESPER

VELEIRO

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CONTEÚDO ORGÂNICO

CONEXÕES E CAPTAÇÃO

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UMA CAMPANHA COMO DOCUMENTO

Esse pensamento ganhou uma forma mais concreta na campanha desenvolvida a partir do TCC da Paola. O que poderia ter sido apenas uma produção acadêmica se transformou em uma oportunidade de construir uma primeira declaração visual forte para o Barla.

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Assumi a direção do projeto junto com ela e construí as diferentes frentes da campanha: conceito, referências, produção, equipe de captação, locação, escolha de modelo, beauty e os elementos que precisavam conversar para materializar aquele universo.

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A produção aconteceu em um veleiro, viabilizado através de uma parceria que prospectei especialmente para o projeto. Também trouxe Adriana Roveratto para o styling de acessórios, incorporando peças que dialogavam com a estética do Barla sem competir com as roupas.

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Meu objetivo não era simplesmente produzir imagens bonitas para alimentar o Instagram. Queria criar algo que ajudasse a tornar visível o imaginário da marca.

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Uma campanha que pudesse circular digitalmente, mas também existir no próprio atelier como registro, livro, referência e parte da memória visual do Barla.

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BACKSTAGE

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CAMPANHA

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IMAGEM ANTES DE FREQUÊNCIA

Ao longo da relação, também testamos momentos de maior frequência de conteúdo. E entendemos que nem sempre esse era o movimento mais coerente.

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Paola precisa de tempo para pesquisar, viver novas referências e voltar para a criação com alguma coisa própria para dizer. Em alguns momentos, insistir em uma frequência simplesmente porque “uma marca precisa postar” entraria em conflito com a própria natureza do projeto.

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Por isso, houve momentos em que fez mais sentido pausar, reorganizar e concentrar energia em uma campanha mais conceitual do que manter uma sequência de publicações apenas por constância.

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Comunicar mais nem sempre significa comunicar melhor.

Esse entendimento também vem ajudando a construir uma marca que não responde automaticamente a todas as referências ou demandas que aparecem ao redor dela.

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Nem todo pedido precisa ser atendido. Nem toda tendência precisa ser absorvida. Nem toda imagem precisa virar inspiração literal.

Em uma marca autoral, repertório também é parte do produto.

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BACKSTAGE 

CAMPANHA

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O TEMPO DA MARCA

Hoje, o Barla já ocupa um novo lugar.

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Paola abriu seu próprio espaço, começou a construir uma estrutura ao redor do atelier e vem profissionalizando a marca aos poucos, incorporando novos profissionais e assumindo com cada vez mais clareza aquilo que deseja construir.

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Continuo acompanhando esse processo de forma próxima e externa, ajudando a pensar comunicação, imagem, projetos especiais, possíveis conexões e os próximos desdobramentos do Embarca com Barla.

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Mas talvez uma das coisas mais importantes que esse projeto tenha me ensinado seja justamente saber quando não acelerar.

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Eu penso rápido e naturally enxergo muitas possibilidades para uma marca. Com o Barla, fui entendendo também que uma boa direção não é aquela que executa todas elas imediatamente.

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CONSTRUÇÃO CONTÍNUA

O Barla continua sendo uma marca em formação e isso faz parte da sua força.

Não existe a intenção de parecer maior do que é, correr atrás de uma escala que não combina com sua natureza ou transformar uma construção tão pessoal em uma fórmula.

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Existe o desejo de profissionalizar, aprofundar repertório e fazer cada novo movimento com mais clareza.

Meu papel tem sido acompanhar essa passagem: entre algo que começou de maneira íntima e uma marca que começa a assumir seu lugar sem precisar abandonar o próprio ritmo para isso.

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Porque, para mim, trabalhar sob medida também significa isso: entender que nem toda marca precisa crescer da mesma forma e que respeitar o tempo certo também pode ser uma decisão de posicionamento.

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Às vezes, meu trabalho é desenvolver. Às vezes, é provocar.

E, em outras, é reconhecer que uma ideia é boa, guardá-la e esperar até que a marca esteja pronta para ela.

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CAMPANHA BARLAVENTO

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